A reforma da mesa

Pé diferente, mas bonitão

Já faz algum tempo que a mesa-título deste post já está em uso, reformadinha, prontinha. Mas a dívida comigo mesma precisa ser paga. Preciso descrever o processo aqui antes do final das férias (hoje, no caso).

A história da mesa.

Há uns 13 ou 14 anos, eu estava trabalhando na Direcional propaganda e tendo o Cao Hering (@caohering) como chefe. Havia uma mesa redonda, na sala da criação, na cor grafite escuro fosco, com tampo de vidro. Era usada para pequenas reuniões, porém com a necessidade de mais computadores na sala, ela teria que sair.

Quando demonstrei meu interesse, fiquei sabendo pelas palavras do Cao:

“Vais levar pra casa a mesa de reuniões de uma das primeiras agências de propaganda de Blumenau, da Scriba!”

Pintada e ainda com o tampo de vidro

Da forma como recebi, a mantive até a véspera de minha mudança para Florianópolis sem muitas alterações. Apenas a cor escura tinha sido substituída por um tom mas claro, gelo. O tampo de vidro sofreu um acidente no meio do percurso (foi atingido pela tampa de um grill) e não resistiu. Fora isso, ela sempre esteve presente. As 4 cadeiras estilo “diretor” compradas na Tok&Stok no primeiro enxoval, também permaneceram formando um jogo de copa bem resolvidinho.

Quando decidimos comprar esse apartamento ficamos em dúvida. A mesa não estava com boa aparência e por não ter colocado um novo vidro, a tinta começou a ressecar e rachar. Não estava muito bonita mesmo. Como não tínhamos outra alternativa, ela veio. E com a possibilidade de comprar outra, decidimos usá-la como step até a nova chegar.

Considerando os valores levantados para o novo “jogo de jantar” decidimos que ela ficaria por mais tempo e começamos a pensar na possibilidade da reforma.

Fiquei curiosa para saber como era a madeira por baixo das tintas. O tampo era bastante pesado, não parecia ser de MDF, até porque pela idade da bichinha, nem devia existir MDF na época em que ela foi feita.

Mágica química

Comecei então minha pesquisa sobre como fazer pra tirar a tinta. Duas alternativas: lixando ou usando solventes químicos próprios para isso. Preferi o solvente e escolhi o que o vendedor disse ser o mais forte – Striptizi. O produto é aplicado diretamente sobre a tinta, com uso de pincel e com muito cuidado pois é bastante forte e pode causar queimaduras na pele. É indispensável o uso de luvas, óculos e máscara. Sentiram? Começou a ficar profissional o negócio.

Depois de aplicado o produto, a tinta começa a amolecer e em 10 minutos ela já pode ser raspada com uma espátula. Dependendo da quantidade de tinta no local é até uma tarefa fácil.

Tive alguns contratempos pois a mesa não estava com a tinta toda por igual, e algumas partes foram bem mais trabalhosas = várias repetições de solvente e braço dolorido por causa da espátula.

A hora em que dá vontade de desistir

Para retirar o mais difícil usei Tinner puro com uma esponja e espátula. Depois de seco começou o processo da lixa. MUITA lixa. Lixas grossas, médias, finas. Algumas imperfeições da madeira deixamos como estavam e outras foram corrigidas com massa própria para a madeira. Nesse caso não gostei muito do resultado, a cor da massa não combinou com a cor da madeira e acabou aparecendo um pouco a diferença.

A tragédia em close

Lembrei mais tarde que poderia ter feito a própria massa com uma receita bem simples que todo marceneiro usa: misturar um pouco do pó da madeira lixada com cola branca, faz uma pastinha e pronto, a cola seca e fica na mesma cor.

Viciei nesse negócio

Para o acabamento, usei um produto que protege a madeira e mantém a cor original (ou aproximado dela), Polisten. Não é uma tinta, a designação correta é Stain impregnante (seja lá o que isso quer dizer) o efeito final é muito bom.

Tampo já com 3 camadas de Polisten

Foram necessárias 3 demão da cor cerejeira para o tampo. O pé da mesa em formato de “X” reservou mais uma surpresinha para o final. Uma das tábuas usadas não era de cerejeira e sim de uma madeira mais escura. Precisei usar outro tom de Polisten, para ficar melhor. O resultado? Pé cor-sim-cor-não. Mas achamos original e diferente e assim ficou.
Acho que vale comentar que antes de terminarmos de lixar o tampo já tomamos uma providência muito importante: compramos uma lixadeira elétrica como essa da foto.

Mágica elétrica

Nada como a ferramenta certa para cada trabalho (como diz o marido). Fizemos o restante dessa etapa muito rápido e com resultado uniforme. Pode parecer exagero, mas essa reforma trouxe alguma outras ideias e a lixadeira será ainda muito útil.
Outro detalhe que fez diferença foi a troca dos tecidos das cadeiras. Compramos a mesma lona num tom verde oliva e a minha cunhada costurou. (Existe esse jogo pra resposição ainda hoje na Tok&Stok, porém o custo por cadeira ficaria em R$ 26,00 – pra assento e encosto).

Pé diferente, mas bonitão

Conectemo-nos

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Amo de paixão esse blog, ficaria muito triste se ele sumisse. São anos e mais anos juntando cacos de história e publicando. Blogs são o casarão antigo das redes sociais (graças aos comentários). Sou defensora de produção e publicação de conteúdo na web faz muito tempo. Não gosto das ondas, mas fico feliz em ver o povo todo lotando as redes sociais, compartilhando, aprendendo.

Digo que não gosto das ondas porque já vi várias. As fases são sempre as mesmas primeiro vão os desbravadores, exploradores. Depois os colonizadores, depois a crowd. Essa última que não quer saber de tudo que evoluiu durante o processo, quer apenas usar, em português e quer tudo funcionando.

Estava atuante em redes sociais, ultimamente de forma moderada por conta das mudanças na vida. Mas não fazia ideia do mundo facilitado de interação proporcionado pelos smartphones de última geração (plataformas iOS e Android e agora com o Windows Phone chegando forte no Brasil). Resumindo, tô abobalhada. Tudo converge, tudo é simples, tudo é lindo. Queria nascer de novo pra crescer nesse mundo lindo e tecnológico.

Quem procurar pelo perfil @jululi em qualquer rede social provavelmente vai me encontrar, curtindo, publicando fotos, comentando. Cheguem-se, vamos bater um papinho.

:D

Aproveitando, o domínio jululi.com está funcionando também

Sábado, 06 de agosto, o dia em que eu surtei.

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Sábado foi um dia daqueles com listinha de compras pra casa. Deveria ter começado cedo. E era pra ter rendido. Tínhamos compromissos na rua e dentro de casa. Quem muda sabe que vai um tempo ajeitando as coisinhas mais invisíveis aos olhos dos outros: um bocal (?) para a torneira do tanque da área de serviço que joga água até pra cima, uma mangueira nova para o terraço, porta-chaves, lâmpadas, luminária e demais cacarecos que moram na Milium. O calendário hormonal não ajudou e levantar mais do que tarde também não. Apesar disso, até o café da manhã tardio estava tudo razoavelmente bem, uma dor de cabeça que me fazia companhia não chegava a atrapalhar muito. Depois de uma certa enrolação, tomei banho, me fiz gente e fizemos o plano de almoçar e logo depois fazer compras.

Lucca, o sabido, queria almoçar, mas não queria a parte das compras. André, o paciente, queria só uma empadinha. Eu, queria um travesseiro, uma chupeta e um cheiro (caberiam algumas palmadas mas em tempos de politicamente correto, melhor evitar). Apesar do cenário nada inspirador, fomos mesmo assim. Eu dirigindo. Quase não enxergava a rua por causa do bico. Passamos na Chuvisco e desistimos – lotado – sábado, 15h, pudera. Padoca, bonitinha mas sem opção, La Padá? Continente? Pra onde? A Milium que iríamos fica no Estreito, aberta até às 19h. Fomos procurar alguma coisa pra comer lá por perto mesmo. Café das meninas – parco café colonial por R$ 20,00 por pessoa – Não, obrigada! Embarca, liga, anda, anda (sem conhecer o caminho) anda, anda. Volta. Acha um Angeloni e come qualquer coisa. Decide comprar algumas coisas já que estava lá. Coloca 2 litros de leite no carrinho, pensa em tomar um café pra ver se acorda. Tudo – absolutamente tudo – parece gritar dentro da cabeça. Tive vontade de fugir, sair correndo, mergulhar em alguma coisa pra não ouvir mais nada. A dor de cabeça estava lá, aguda. Se o que senti não foi uma crise de pânico, imagino o que deve ser uma. No meio do café desisti e chorei. Tudo abortado, voltamos para casa. Achei o caminho, chegamos todos salvos, deitei e dormi por sei lá quanto tempo. Acordei, fiz torradas e chá e pedi desculpas.

Domingo foi muito melhor, com todos os chacras harmonizados. Hoje descobri que aqui existe a Cassol Centerlar, que funciona domingo, e que tem café. A gente sofre mas a gente aprende.

Primeira visita a Blumenau

O sábado foi de arrumação e limpeza. Ter 4 gatos (droga, Zeca, cadê você?) é trabalho permanente. Eu e o André nos damos muito bem, inclusive nas tarefas domésticas. Temos prazer de deixar nossa casa limpa e em ordem (temos prazer também em gastar dinheiro comprando coisas para casa).

Fiquei algumas horas cuidando da área de serviço e da copa. Aos poucos cada coisa ganha seu lugar e para de rolar de um lado pro outro.

No domingo o compromisso já estava definido há algumas semanas, mesmo antes de vir morar aqui. Aniversário de 60 anos do meu pai e comilança oficial almocística domingueira.

Acordamos, tomamos um café, ajeitamos as coisas e partimos. 2 horas de viagem fazendo comentários abobados do tipo: qual será o clima de Blumenau? Blumenau fica no Vale Europeu? Será que faz mais frio? É verdade que lá as construções são diferentes, com “X” de madeira no meio das paredes?

Paramos no Angeloni pra levar uns petiscos (vinho Table Mountain, queijo brie e geléia de pimenta – amo muito tudo isso) e seguimos para o alto da colina dos Silva.

O caminho que eu cansei de fazer nos últimos anos já tinha uma carinha diferente nesses poucos dias afastada. Acho que é exatamente isso que faz com que nos sintamos moradores de outro lugar. A gente se afasta e as coisas vão mudando lá, quietinhas…Quando chegamos, já estão diferentes e não fazem mais parte daquele cenário que estávamos acostumados a ver. Minha família também faz parte dessa nova realidade um pouco mais distante. Eles também mudam. De certa forma é bom ver tudo acontecendo sem fazer parte exatamente do contexto. E é incrível como a distância nos dá discernimento para perceber os detalhes da vida.

Depois de devidamente über alimentados, portando um bolo de fubá e deixando um filho de férias por lá, chegamos de volta à ilha. Sensação muito diferente essa de voltar pra casa aqui. Diferente e boa. Nova e boa. Acho que esse chegar em casa nunca foi tão chegar em casa.

Uma semana de trabalho

Quem lê o blog ou me segue pelo twitter (@jululi) sabe que desde junho estava procurando emprego aqui em Florianópolis. Como descrevi nesse post aqui, estava um tanto confusa com relação ao cargo/vaga a me oferecer ou procurar.

Nas últimas semanas em Blumenau usei artilharia pesada. Busquei emails das principais agências de comunicação aqui de Floripa. Enviei meu currículo para várias. Um email um tanto genérico, apenas para abrir uma conversa. Tive algumas respostas. Algumas respostas viraram entrevistas. Uma entrevista virou uma proposta interessante.

Desde segunda-feira estou trabalhando como atendimento da Quadra Comunicação. Pra ter uma ideia, a empresa foi fundada em 1973. Não estão começando nesse negócio agora. Conhecem muito do mercado e tem relacionamentos muito sólidos com os clientes. Prova disso são os 13 anos que a Tigre já faz parte do portfólio.

Vou ficar mais uma semana em treinamento interno, para conhecer bem todos os processos e depois parto para o ataque.

Estou feliz em poder estar novamente fazendo parte de uma equipe. As coisas aqui são MUITO sérias, com ótimas contas na carteira de clientes, uma equipe muito competente e muito trabalho.

Um viva para a nova fase! \o/

PS: Continuamos sem nenhuma notícia do Zeca.

O Zeca sumiu!

Chica, Cuca e Zeca

5 gatos juntos. Esse era o nosso desafio. Chica, Cuca, Zeca – por minha parte – e Otto e Xavier, como felinos do André. O apartamento é grande o suficiente para todos conviverem em paz. Todo o terraço é telado. Nenhum grande perigo.

Como expliquei no post anterior, o transporte não teve grandes problemas. Quando chegaram aqui, os meus 3 bichanos estavam ainda calminhos por conta das gotinhas.

Depois que o efeito começou a passar, começaram a explorar o território. O escritório foi o lugar escolhido para todos se esconderem. A Cuca foi a primeira a dar algum trabalho. Achou um espaço entre o roupeiro do quarto e a parede e se enfiou ali. Sorte nossa que uma das tábuas pode ser removida e sorte a dela que ali no cantinho tinha um ursinho de pelúcia que amorteceu a queda. Xavier também se escondeu por algum tempo, mas logo apareceu.

O sumiço do Zeca é que tem sido a minha grande tristeza. Ele encontrou um buraquinho de nada na tela, que ligava com um pedaço do telhado e sumiu. O telhado, teoricamente, não tem ligação com nada além de outros apartamentos como o nosso. Já avisamos a todos, já cansei de chamar, com e sem barulho do pote de ração, já fizemos várias rondas lá no pátio, já deixamos a ração tipo patê que é a preferida dele no alcance pela noite toda. Nada. Nadinha. Nenhum sinal. Até sonhei que ele estava ali paradinho, que era só pegar. Mas foi só sonho. Volta, Zequinha! Ajuda, São Chiquinho!

 

Casa nova, finalmente.

Mudança é sempre como uma tempestade. Por mais que esteja planejado, agendado e organizado, é impossível acontecer sem nenhuma dor de cabeça.

E eu tive tempo pra organizar a minha. Pedi demissão antecipadamente, quase um mês pra arranjar tudo. Consegui caixas, sacolas (as grandes do tipo que embalam edredons são ótimas e tem pra vender em lojas de embalagens). Fiz uma limpa nos armários e doei muita coisa. Muita coisa foi pro lixo também.

No dia 8, às 8h o Sr. Ademar estava na porta de casa com seus ajudantes e começou a carregar tudo. Foram muito rápidos. Considerando que eu não levei roupeiros, móveis de cozinha, máquina de lavar, geladeira e fogão, tinha que ser mais rápido mesmo.

Em menos de 2 horas minha casa estava dentro de um caminhão. Menos os gatos. Para os 3 providenciei transportes apropriados e gotinhas calmantes (próprias para os pets). Mesmo despachando “tudo” no caminhão, na revisão final ainda consegui encher meu carro de cacarecos, sacolinhas e bolsas.

O tchau pra minha mãe foi por telefone, infelizmente. Lucca ficou para o último dia de aula e tinha carona combinada com minha irmã para o sábado pós-tormenta.

A última viagem como moradora de Blumenau foi tranquila. Muitos pensamentos nas 2 horas de estrada. Expectativa de tudo novo.

(Estas fotinhas são do apartamento, mas ainda com as coisas da antiga moradora)

Cheguei em Florianópolis às 13h, com fome e sem expectativa de almoço decente. Eu e o André dividimos um lanche e já partimos pra segunda parte da mudança. Combinamos de carregar as coisas da kitinete e descarregar tudo de uma vez na casa nova.

Essa parte é que foi delicada. O apartamento não tem elevador, o nosso fica no quinto andar (quarto se considerar que chamam o térreo de primeiro), não temos nem muitas coisas, nem coisas pesadas. O que não contávamos era com uma resolução do condomínio que não permite caminhões de mudança na frente do bloco. Tem que estacionar no pátio de entrada e de lá carregar tudo pro bloco. Sem carrinho, carretinha, uatéva. Dá pra imaginar a cara do pessoal da mudança?

Enquanto o pessoal fazia força, eu estava aqui, conhecendo melhor os cantinhos da casa nova, olhando os detalhes que as fotos não tinham mostrado, coisas que tive uma única oportunidade de ver. Minha cunhada trouxe a faxineira dela e ficou 2 dias aqui, deixando tudo limpinho e bonito. Colocou vazinhos nos banheiros e deixou com cara de casa.

Nossa janta foi decente e a primeira noite no apartamento estava gelada. 3 graus no amanhecer do sábado. A sensação de tomar um café, colocar uma música e começar a arrumar a cozinha não vou esquecer. Muitas muitas caixas vazias. De tarde começaram a chegar as primeiras visitas curiosas. Marcos e Marina (cunhados), Nana e Victor (irmã e cunhado) e Lucca. Todos gostaram da nossa toca. Todos acharam com cara de casa. \o/

Resolvemos jantar fora e deixar a inauguração da churrasqueira para o domingão de sol. Deu tudo certo. Tirando uns xixis dos gatos fora do lugar (sobre a adaptação dos 5 felinos eu escrevo depois), o resto a gente vai ajeitando. Estou muito feliz.

Cafeteira de pressão

O frio traz a necessidade da pessoa tomar mais café. O café feito em casa, caso não se tenha um “aparato”profissional, acaba caindo no “nescafé-basicão”. Principalmente se morarem poucas pessoas no ambiente. É exatamente o que acontece aqui.

Em Florianópolis (não, eu não fiz a mudança ainda) temos uma cafeteira Bialetti que o Gabriel trouxe de presente da Itália. Esse tipo de cafeteira passa o café pela ebulição da água, o funcionamento pode ser visto detalhadamente nesse post.

No sábado, nas andanças por Curitiba encontrei uma cafeteira dessas com êmbulo, pistão em promoção. Sempre achei interessante mas todas desse modelo que eu encontrava eram caras demais para ficarem depois de lado, abandonadas. Por R$ 25,00 levei uma pequenina, da Yoi para meus testes curiosos.

Hoje fui ao mercado, escolhi um Melitta forte e experimentei o primeiro gole do café passado por pressão.

Quando comentei no twitter que tinha ficado uma delícia, percebi que bastante gente tem curiosidade sobre esse método e resolvi fazer um tutorialzinho do café gostosin da jululi :)

1 – Separe o pó, esquente a água (não fervida, pra não deixar o café amargo)

2 – Adicione 1 medida de café para a dose dessa caneca (350ml)

3 – Adicione a água quente e deixe em repouso por no máximo 4 minutos (o tempo depende do tamanho da moagem do pó – quanto mais fino,
menos tempo)

4 – Pressione o êmbulo apenas com o peso da mão. Com cuidado para não fazer muita pressão, pois o líquido quente pode “espirrar”.

5 – Adicione leite quente, em pó, açúcar, etc…

Procurando emprego

Eu me considero uma pessoa produtiva. Consigo ficar estacionada por algumas horas, dias. Mas não consigo ficar parada de vez. O inferno não é quente e cheio de gente gemendo. O inferno é a falta de perspectiva. A acomodação.

Desde sempre invento coisas. Inventava brincadeiras, novas regras para jogos que estavam velhos e sempre fui boa em inventar desculpas, justificativas. Minha cabeça não pára e às vezes parece pesada demais para esses músculos mal desenhados do ombro e pescoço.

Lembro com exatidão todos os momentos em que fiquei sem trabalhar desde os 18 anos. Todos foram torturantes.

Estou em mais uma fase dessas. Numa entressafra produtiva. Pelo menos para o mercado.

Quando decidi a data para sair da Morphy, imaginava que este período pré mudança seria necessário para organizar minha vida na nova cidade, empacotar as coisas, cuidar de burocracias e detalhes. De fato está sendo assim.

Tenho tempo livre pois não fico em função da mudança todos os dias. Estou fazendo uma auto-terapia praticando o nada nesse tempo livre. Descansando. Como se depois de muito muito tempo eu finalmente tivesse férias. Não tenho um emprego pra voltar depois desse período, como nas férias tradicionais (pelo menos não ainda) mas tenho a sensação que terei sim muito trabalho pela frente.

Estou revendo meu currículo e todas as coisas que fiz. Nas entrevistas de emprego que fiz recentemente percebi que resumir minha experiência profissional num relato oral pode levar 10 chatos minutos. E isso re-su-min-do.

Durante o último mês fiquei dividida entre prestar serviço como autônoma ou ter um emprego full. A primeira alternativa vem cheia de charme: home office, café a toda hora, trabalhar de pantufas na companhia dos gatos, ouvindo a música que quisesse no volume que quisesse < — sem fones de ouvido. A segunda vem numa bandeja de prata: rotina, novas amizades, novos desafios, peculiaridades de novos clientes e projetos. Balancei.

O tempo em que estive na Morphy me viciou em trabalho em equipe depois do período sabático e itinerante da consultoria (foram quase 3 anos). Viciei também em reuniões produtivas, em pessoas legais para compartilhar pouco mais que 8 horas diárias (pouco mais?! Huhuhuhu), em happy hours, cafés, almoços…

Achei que mudar de cidade, de casa, de estado civil, de escola do Lucca podia me deixar um pouco freak sem uma rotina fixa. Pouco. Ainda mais com café à vontade. Eis que então comecei a procurar emprego. Envia email, agenda entrevista aqui, passa para a próxima fase ali, agenda nova entrevista, calcula o que seria um salário legal, aciona o power network button, pensa, espera, pensa, espera, espera…

Isso considerando a dificuldade em achar uma vaga para o meu perfil. Quase 20 anos no mercado de comunicação me deram uma puta bagagem, mas não me tornaram uma especialista. Já fiz logomarcas, campanhas políticas, licitações, folderes, outdoors, vídeos, textos, textos, textos, atendimentos, planejamentos, orçamentos. Já acompanhei produção de tudo que é coisa. Já fui cliente, já fui agência, já fui os dois ao mesmo tempo. Entrei pro mercado “digital” mesmo achando que esse nome não serve. Dei aulas. Ministrei palestras. Quis (e ainda quero) que todo trabalho que saísse de minhas mãos tivesse comprometimento com resultado.

Não penso em aposentadoria, não vejo trabalho como peso, ou karma. Trabalho pra mim é necessidade vital. Bora achar outro, agora lá pras bandas da capitar.

 

Cachorro quente fácil delícia

Ingredientes:

1 pimentão vermelho

óleo

1 cebola grande

1 lata de tomates italianos

tempero verde

salsichas em rodelas

Modo de preparo:

Coloque um fio de óleo no fundo de uma panela, junte a cebola cortada em tirinhas (à juliana) e deixe caramelizar. Adicione o pimentão cortado da mesma maneira e doure tudo (se ameaçar queimar, coloque um pouco de água).

Tudo bem refogadinho, adicione a lata de tomates com o molho. Coloque pouca água, só o necessário para não deixar seco.

Adicione as salsichas em rodelas e deixe ferver por 10 minutos. Corrija o sal. Adicione o tempero verde e sirva.

Faz muita meleca e é bem mais gostoso com pãozinho de trigo (francês).

Harmoniza muito com coca-cola gelada e batatas fritas.

Lasanha básica com carne moída

Ingredientes: 

1 pacote de massa para lasanha (uso essa)

1 lata de tomates italianos (adoro esse ingrediente)

1 cebola grande

Meio quilo de carne moída (sugiro patinho)

500 ml de molho bechamel ou branco (veja aqui a diferença entre os dois e o modo de preparo)

Tempero verde

Azeitonas verdes sem caroço

Sal

Azeite

400g de muçarela

200g de parmesão

Modo de preparo:

Refogue a cebola até ficar bem dourada e adicione a carne. Mexa para ficar bem soltinha. Deixe dourar.

Quando a carne estiver dourada e bem misturada à cebola, adicione a lata de tomates, o tempero verde e as azeitonas em pedaços. Corrija o sal. deixe cozinhar tampado em fogo baixo.

Ferva bastante água já com um pouco de sal para cozinhar a massa. Escorra a massa quando estiver al dente. Dê um banho de água fria para interromper o cozimento. Se necessário coloque um fio de azeite para facilitar o manuseio.

Montagem:

Coloque um pouco do molho e da carne no fundo da travessa e cubra com massa (esse tanto de molho é importante para a massa não ressecar e grudar).

Alterne: massa, molho, carne, muçarela e termine com: massa + molho + parmesão. Leve ao fogo para derreter tudo e dourar o queijo.

Sabendo fazer essa, qualquer outra lasanha vira diversão…Frango, legumes, com ervas, outros queijos. Siga sua imaginação.

Na minha opinião essa de carne moída vai muito bem com um tinto malbec (antes durante e depois do preparo).

Dica do André: se tiver um potinho de geléia de pimenta desses, não se acanhe.

Do you know the Didge? Um australiano na Beira Mar

Semana passada fomos conhecer o Didge. Bar australiano na Beira-mar. Com casas em Balneário e Joinville, o ambiente é super bem decorado e aconchegante. O menu traz os clássicos inspirados no menu tradicional consagrado do Outback (notaram a semelhança dos sites?)

Pedimos a cebola – Didge onion – as pétalas são maiores que as do outback e o molho um pouco menos apimentado. Pedimos também o Combo, com ribs, nacos de batatas recheadas e asinhas de frango. Servidas com 3 molhos: Didge, Aborígene e Barbecue. O Didge é o mesmo molho da onion. O barbecue é legal e o aborígene parece extrato de tomate com algum tempero.

O chope é Das Bier e até às 20:30 tem 50% de desconto.

Como a casa é bem pequena, as mesas lotam com as reservas que podem ser feitas pelo site. As reservas são mantidas até às 20h, depois é por ordem de chegada. Todos os dias a casa traz alguma atração no pequeno palco perto do bar. O som é na medida certa.

O atendimento foi show e certamente é uma boa opção. Não é a original, mas mata a vontade.

Em tempo: o bar é ao lado do Guacamole, o chef é o mesmo.

Campanha do agasalho x mudança

Estou feliz por ter vencido uma das etapas mais bizonhas. O roupeiro do meu quarto sucumbiu. MuAahuaMuahua! Falei que era uma questão de tempo. Tempo e chicote. Obriguei-me a arrumar fazendo o que todo mundo sabe que não se deve fazer se a ideia é postergar a arrumação: coloquei tudo em cima da cama. Montanhas de camisetas promocionais, jeans que não me servem há 10 anos, peças manchadas, tortinhas, rasgadas (e estimadas).

As pilhas foram bem definidas: lixo, doação e prateleira. Como previsto, a pilha da prateleira ficou com 25% do saldo. 25% foi pro lixo e o restante encheu 2 sacolas daquelas grandes (tipo de edredom).

Algumas campanhas que estão organizadas e seus respectivos postos de coleta:

RIC - Caixa Econômica Federal, Lotéricas - lista completa dos pontos de coleta

RBS – Nas sucursais

Pernambucanas - Todas as lojas da rede 

PS: Vou tentar conseguir a lista dos pontos de coleta pra facilitar a vida de todo mundo. Se alguém souber de mais alguma campanha que tá rolando, coloca nos comentários que coloco na lista ;)

Escolhendo a escola (parte 3)

Na sexta-feira passada estivemos visitando a Sarapiquá. (Só pra lembrar: o começo desse post vocês podem ler aqui e aqui)

Chegamos na hora marcada e fomos atendidos pela Rosana, a mesma pessoa que marcou a visita pelo telefone. Esperamos um pouco e falamos por alguns vários minutos com a Fátima. Ela é uma das pessoas responsáveis pela área pedagógica da escola e tirou várias de várias dúvidas. Apresentou detalhadamente as propostas, os projetos e a importância da comunidade escolar no processo.

Numa primeira passada de olhos, o que se pode achar é que a Sarapiquá é uma escola feita por “bichos-grilo” para “bichos-grilo”. Talvez a ideia inicial até tenha sido essa, pois foi fundada por uma associação de pais e fica muito perto da Lagoa da Conceição (um reduto hippie-zen de Florianópolis). Hoje é uma escola alternativa. Não alternativa no sentido anárquico, revolucionário. Mas alternativa como a Fátima salientou: “É uma escola que busca fazer algumas coisas de forma diferente, mais aberta, não-convencional, uma alternativa às outras escolas mais tradicionais”. Bingo. Podemos ir para o próximo ponto: instalações.

As fotos do último post sobre esse assunto acabaram me influenciando um pouco. Fiquei bastante empolgada e curiosa pra ver as instalações pessoalmente. O lugar é realmente muito legal. Uma escola onde a maioria de nós gostaria de poder ter estudado. Ambiente muito familiar e o que mais me impressionou: a humanidade e simpatia de todas as pessoas com que cruzamos.

O papo foi muito bom e aproveitamos para pegar detalhes administrativos como valores, material, uniforme, transporte…

Como a parte mais importante desse processo estava presente, pedi o veredito: Lucca, você acha que precisamos procurar mais alternativas de escolas por aqui ou você gostou? – Gostei. Fim. Ponto. É essa.

Agora falta a burocracia e tralalá. Mas isso é o de menos.

Última semana no emprego

Fala sério! Em janeiro não tinha como imaginar como minha vida estaria de pernas pro ar nesse momento. A tríade básica de qualquer serumano-mulher abalada: emprego, casa e escola do filho.

Essa semana eu me despeço da Morphy e de seus gênios criativos. Comecei aqui pelo convite do Marlon, para atuar no departamento comercial. Nunca gostei muito desse nome, principalmente relacionado a serviço. Atendimento, planejamento ou qualquer outra determinação que signifique: entender o que o cliente precisa, esboçar o desenho de um projeto que atenda essa necessidade e sair da abstração para poder quantificar horas de trabalho. Isso era o que eu fazia nos primeiros meses. Vendi projetos. Vendi ideias. Vendi soluções.

Me encantei com a capacidade de transformar em realidade os meus rabiscos de projeto mais ousados. Eu perguntava: Dá? Tem como? E sempre ouvia: Sim! Tem.

A sensação é a de abrir um balde de tinta no chão da sala pra criança se esbaldar. E eu me esbaldei. E me diverti. E putz, como eu aprendi. Foi no mínimo uma lição por dia.

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No final do ano passado eu deixei a paleta e a calculadora de lado e comecei a trabalhar com réguas, cronogramas, issues, emails e mais emails. Passei a gerenciar projetos.

Adendo para os leigos sobre esse assunto: gerenciar projetos é como criar Gremlins. Parecem bonitinhos, fofinhos, so cute. Mas é só a primeira impressão. Na verdade são criaturas esfomeadas, grandes, verdes e babentas. Só com muita luta voltam pra gaiolinha.

Nessa função foi onde eu aprendi mais. Conversando muito com cada um da equipe para entender o “como” profundamente. Algumas palavras começaram a fazer parte do meu discurso: deploy, commit, svn, homolog, cms, pacotes e mais pacotes de informação pra lá e pra cá. Foi muito bom. Tive o prazer de fazer parte da equipe que colocou no ar trabalhos como esses das imagens.

Além destes, participei de alguns outros e vi muita coisa boa nascer. Orgulho de fazer diferença no mercado local. Ser referência. Agora parto para outra jornada, solo mais uma vez, transformando o que era hobby, amor e vontade em trabalho.

Desde quando a internet engatinhava comercialmente eu já apostava em conteúdo. Ficava repetindo sozinha, em voz alta: adequação e relevância. Adequação e relevância. Era como um mantra, que nem eu poderia imaginar que significaria tanto nos dias de hoje.

Estou reunindo literatura específica, vou desenhar a metodologia detalhadamente e vou encarar o mercado com o que eu posso oferecer de melhor nesse momento: Gestão estratégica de conteúdo para web. Saber o que dizer tem que vir antes de tudo. Faz parte do planejamento, do alinhamento do core com o que o mercado está querendo e esperando. Chega de falar por falar. Os consumidores estão esperando por pertinência, coerência e informação. Ninguém pode falar mais e melhor de um produto que a própria marca.

E vamos nós. Ajustando as velas.

Assim que tiver mais detalhes sobre o novo projeto, óbvio que publico aqui. Esse lugar está servindo para me ajudar a colocar as ideias em ordem, além de manter informados os queridos leitores.

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