Primeira visita a Blumenau
O sábado foi de arrumação e limpeza. Ter 4 gatos (droga, Zeca, cadê você?) é trabalho permanente. Eu e o André nos damos muito bem, inclusive nas tarefas domésticas. Temos prazer de deixar nossa casa limpa e em ordem (temos prazer também em gastar dinheiro comprando coisas para casa).
Fiquei algumas horas cuidando da área de serviço e da copa. Aos poucos cada coisa ganha seu lugar e para de rolar de um lado pro outro.
No domingo o compromisso já estava definido há algumas semanas, mesmo antes de vir morar aqui. Aniversário de 60 anos do meu pai e comilança oficial almocística domingueira.
Acordamos, tomamos um café, ajeitamos as coisas e partimos. 2 horas de viagem fazendo comentários abobados do tipo: qual será o clima de Blumenau? Blumenau fica no Vale Europeu? Será que faz mais frio? É verdade que lá as construções são diferentes, com “X” de madeira no meio das paredes?
Paramos no Angeloni pra levar uns petiscos (vinho Table Mountain, queijo brie e geléia de pimenta – amo muito tudo isso) e seguimos para o alto da colina dos Silva.
O caminho que eu cansei de fazer nos últimos anos já tinha uma carinha diferente nesses poucos dias afastada. Acho que é exatamente isso que faz com que nos sintamos moradores de outro lugar. A gente se afasta e as coisas vão mudando lá, quietinhas…Quando chegamos, já estão diferentes e não fazem mais parte daquele cenário que estávamos acostumados a ver. Minha família também faz parte dessa nova realidade um pouco mais distante. Eles também mudam. De certa forma é bom ver tudo acontecendo sem fazer parte exatamente do contexto. E é incrível como a distância nos dá discernimento para perceber os detalhes da vida.
Depois de devidamente über alimentados, portando um bolo de fubá e deixando um filho de férias por lá, chegamos de volta à ilha. Sensação muito diferente essa de voltar pra casa aqui. Diferente e boa. Nova e boa. Acho que esse chegar em casa nunca foi tão chegar em casa.


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