Sábado, 06 de agosto, o dia em que eu surtei.

Sábado foi um dia daqueles com listinha de compras pra casa. Deveria ter começado cedo. E era pra ter rendido. Tínhamos compromissos na rua e dentro de casa. Quem muda sabe que vai um tempo ajeitando as coisinhas mais invisíveis aos olhos dos outros: um bocal (?) para a torneira do tanque da área de serviço que joga água até pra cima, uma mangueira nova para o terraço, porta-chaves, lâmpadas, luminária e demais cacarecos que moram na Milium. O calendário hormonal não ajudou e levantar mais do que tarde também não. Apesar disso, até o café da manhã tardio estava tudo razoavelmente bem, uma dor de cabeça que me fazia companhia não chegava a atrapalhar muito. Depois de uma certa enrolação, tomei banho, me fiz gente e fizemos o plano de almoçar e logo depois fazer compras.

Lucca, o sabido, queria almoçar, mas não queria a parte das compras. André, o paciente, queria só uma empadinha. Eu, queria um travesseiro, uma chupeta e um cheiro (caberiam algumas palmadas mas em tempos de politicamente correto, melhor evitar). Apesar do cenário nada inspirador, fomos mesmo assim. Eu dirigindo. Quase não enxergava a rua por causa do bico. Passamos na Chuvisco e desistimos – lotado – sábado, 15h, pudera. Padoca, bonitinha mas sem opção, La Padá? Continente? Pra onde? A Milium que iríamos fica no Estreito, aberta até às 19h. Fomos procurar alguma coisa pra comer lá por perto mesmo. Café das meninas – parco café colonial por R$ 20,00 por pessoa – Não, obrigada! Embarca, liga, anda, anda (sem conhecer o caminho) anda, anda. Volta. Acha um Angeloni e come qualquer coisa. Decide comprar algumas coisas já que estava lá. Coloca 2 litros de leite no carrinho, pensa em tomar um café pra ver se acorda. Tudo – absolutamente tudo – parece gritar dentro da cabeça. Tive vontade de fugir, sair correndo, mergulhar em alguma coisa pra não ouvir mais nada. A dor de cabeça estava lá, aguda. Se o que senti não foi uma crise de pânico, imagino o que deve ser uma. No meio do café desisti e chorei. Tudo abortado, voltamos para casa. Achei o caminho, chegamos todos salvos, deitei e dormi por sei lá quanto tempo. Acordei, fiz torradas e chá e pedi desculpas.

Domingo foi muito melhor, com todos os chacras harmonizados. Hoje descobri que aqui existe a Cassol Centerlar, que funciona domingo, e que tem café. A gente sofre mas a gente aprende.

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3 comentários sobre “Sábado, 06 de agosto, o dia em que eu surtei.

  1. Café das Meninas é realmente péssimo, uma pena.
    No continente: indo pela geral do Estreito em direção ao Jardim Atlântico, bem na frente do Hotel Cambirela tem uma agência da CEF. na frente dessa agência, uma padaria que eu acho que se chama Pão de Casa. fica numa esquina, fácil de achar. bons pães, bom café.
    em Coqueiros, uns 500m depois do Parque de Coqueiros, lado direito: Vó Guilhermina. ótimos doces.

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