A reforma da mesa
Já faz algum tempo que a mesa-título deste post já está em uso, reformadinha, prontinha. Mas a dívida comigo mesma precisa ser paga. Preciso descrever o processo aqui antes do final das férias (hoje, no caso).
A história da mesa.
Há uns 13 ou 14 anos, eu estava trabalhando na Direcional propaganda e tendo o Cao Hering (@caohering) como chefe. Havia uma mesa redonda, na sala da criação, na cor grafite escuro fosco, com tampo de vidro. Era usada para pequenas reuniões, porém com a necessidade de mais computadores na sala, ela teria que sair.
Quando demonstrei meu interesse, fiquei sabendo pelas palavras do Cao:
“Vais levar pra casa a mesa de reuniões de uma das primeiras agências de propaganda de Blumenau, da Scriba!”
Da forma como recebi, a mantive até a véspera de minha mudança para Florianópolis sem muitas alterações. Apenas a cor escura tinha sido substituída por um tom mas claro, gelo. O tampo de vidro sofreu um acidente no meio do percurso (foi atingido pela tampa de um grill) e não resistiu. Fora isso, ela sempre esteve presente. As 4 cadeiras estilo “diretor” compradas na Tok&Stok no primeiro enxoval, também permaneceram formando um jogo de copa bem resolvidinho.
Quando decidimos comprar esse apartamento ficamos em dúvida. A mesa não estava com boa aparência e por não ter colocado um novo vidro, a tinta começou a ressecar e rachar. Não estava muito bonita mesmo. Como não tínhamos outra alternativa, ela veio. E com a possibilidade de comprar outra, decidimos usá-la como step até a nova chegar.
Considerando os valores levantados para o novo “jogo de jantar” decidimos que ela ficaria por mais tempo e começamos a pensar na possibilidade da reforma.
Fiquei curiosa para saber como era a madeira por baixo das tintas. O tampo era bastante pesado, não parecia ser de MDF, até porque pela idade da bichinha, nem devia existir MDF na época em que ela foi feita.
Comecei então minha pesquisa sobre como fazer pra tirar a tinta. Duas alternativas: lixando ou usando solventes químicos próprios para isso. Preferi o solvente e escolhi o que o vendedor disse ser o mais forte – Striptizi. O produto é aplicado diretamente sobre a tinta, com uso de pincel e com muito cuidado pois é bastante forte e pode causar queimaduras na pele. É indispensável o uso de luvas, óculos e máscara. Sentiram? Começou a ficar profissional o negócio.
Depois de aplicado o produto, a tinta começa a amolecer e em 10 minutos ela já pode ser raspada com uma espátula. Dependendo da quantidade de tinta no local é até uma tarefa fácil.
Tive alguns contratempos pois a mesa não estava com a tinta toda por igual, e algumas partes foram bem mais trabalhosas = várias repetições de solvente e braço dolorido por causa da espátula.
Para retirar o mais difícil usei Tinner puro com uma esponja e espátula. Depois de seco começou o processo da lixa. MUITA lixa. Lixas grossas, médias, finas. Algumas imperfeições da madeira deixamos como estavam e outras foram corrigidas com massa própria para a madeira. Nesse caso não gostei muito do resultado, a cor da massa não combinou com a cor da madeira e acabou aparecendo um pouco a diferença.
Lembrei mais tarde que poderia ter feito a própria massa com uma receita bem simples que todo marceneiro usa: misturar um pouco do pó da madeira lixada com cola branca, faz uma pastinha e pronto, a cola seca e fica na mesma cor.
Para o acabamento, usei um produto que protege a madeira e mantém a cor original (ou aproximado dela), Polisten. Não é uma tinta, a designação correta é Stain impregnante (seja lá o que isso quer dizer) o efeito final é muito bom.










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