Buenos Aires – parte 2

Ficou faltando contar como distribuímos nossos 5 dias na cidade. (Respira e vai)

Sábado – 18/02

Eu trabalhei bastante na sexta, comi pizza na agência e fui pra casa umas 9 da noite pra arrumar a mala pra viajar naquela mesma madrugada.

(lembrete importante: na bagagem de mão apenas frascos de até 100ml, mais que isso ou despachado ou vai pro lixo lá na esteira)

Check in no aeroporto às 2:10 da matina, esperar a chamada pra sala de embarque sentada numa cadeira dura e literalmente escorada no André. Um pão de queijo e um café com leite caríssimos mas salvadores, antes de embarcar. Vôo rápido, 1:50 e estávamos em solo argentino às 5:30 hora local (eles não tem horário de verão)

Lá no Ezeiza, após fazer o câmbio, contratamos este transfer por 140 pesos até o hotel. Fomos de busão exclusivo, com wifi até uma estação de distribuição onde embarcamos em um carro para nosso hotel. Eu dormi e não consegui aproveitar os quase 40 minutos do caminho.

No hotel nosso quarto já estava vago e pudemos subir, usar o banheiro, descansar um pouco e pensar no café da manhã. 2 medialunas, um café com leite e uma saladinha de frutas reestabeleceram a pessoa afável que existe em mim. (mentira)

Não fomos longe no sábado, andamos pelo centro, ainda um pouco desorientados, mas fizemos o roteiro Calle Florida-Galeria Pacífico. Voltamos para o hotel, descansamos, viramos um pouco de gente e decidimos procurar janta por perto.

O lugar escolhido foi o Broccolino, que estava muito bem recomendado no TripAdvisor (aliás, recomendo baixar esse app). Escolhemos massa, eu um pesto crema de nozes, manjericão, alho e manteiga e o André acho que foi um tradicional carbonara. O vinho da casa nos acompanhou fielmente.

Já voltamos pro hotel mais levinhos, com o cansaço da viagem, as andanças e a jantinha confortável a cama caiu muito bem.

Domingo – 19/02

O café da manhã do Pullitzer é muito bom. Li em vários lugares que os buffets de café dos hotéis não costumam ser muito sortidos, não foi nosso caso. (mais uma vez seguindo as recomendações do booking.com)

No domingo escolhemos o bairro da Recoleta como destino. Esperamos bastante até desistir da tradicional feira de San Telmo e seguimos por um trajeto traçado no mapinha do telefone. Depois de algumas voltas e várias paradas para fotos chegamos na Plaza Francia: Cemitério da Recoleta (não fizemos questão de fazer fotos do túmulo da Evita, como todos fazem. Até tentamos achar, mas desistimos), Shopping Design, Museu Nacional de Belas Artes. Entramos e conhecemos tudo isso. Menos o Hard Rock café, pq não interessou mesmo (e estava cheio de adolescentes locais). Tudo bom, a nota mais razoável foi para o Shopping Design – a não ser que você esteja pensando em trazer móveis, revestimentos, é uma opção dispensável.

Tradicional e delicioso

Almoçamos no Recoleta Mall, um shopping novinho, bem perto do cemitério e voltamos. No caminho da volta para o Hotel, parada no Freddo, über sorvete. Tanto faz o sabor. todos são bons. O de manga que o André pediu estava especial. Um pote como este da foto custa 29 pesos (eu não disse que era barato, disse que era gostoso).
De novo hotel, banho (de banheira) e programa pra janta. Optamos por Palermo. Queríamos conhecer uma churrascaria tradicional e que era muito bem citada em vários artigos e posts (chamava Pampa Picante). Pois bem, taxi para o local e surpresa! A casa havia sido vendia há 4 meses. Tudo mais ou menos bom. Mentira, o vinho bem bom. A carne deles é que eu não sei…sou chata, gosto de carne no ponto e magra, não como gordura então as duas opções que pedimos não me agradaram muito. Pedimos as famosas tiras (um corte diferente da costela) e depois experimentamos o que chamam de entranhas (uma carne que fica em algum lugar pelo lado de dentro), mais macia que a primeira, mas também meio sem graça. Ah, eles não salgam a carne. Muito muito pouco sal, para a carne não perder a suculência e maciez.

Champanhe de brinde da casa para esperar o taxi da volta e descanso.

Segunda-feira – 20/02

Destino: San Telmo via Puerto Madero. Novamente fomos caminhando, conhecendo tudo, fotografando, olhando com calma. A caminhada foi longa e o Museu de Arte Moderna é bonitão mas não empolgou. Ali pertinho já é a Calle Defensa, que nos levou à Plaza Dorrego, onde resolvemos parar para almoçar ao ar livre (mesinhas na praça mesmo) ouvindo um tango rasgado cantado por um tiozinho e assistindo um show ao vivo, no meio da praça. O cardápio foi “torre” de legumes gratinados de entrada, o tradicional corte de carne que eles chamam de Chorizo. Escolhi acompanhamento de salada, seven-up de bebida e o postre (nesse caso incluído nesse combo de cardápio) ficou por conta de um chá de ervas digestivas. Caiu muitíssimo bem. Passamos umas boas 2 horas ali, sem pressa, curtindo. Até um legítimo equatoriano trazer à mesa um chapéu Panamá, que o André experimentou e compramos, com descontinho chorado, por R$ 95,00

Caminhamos mais um tanto procurando atrações locais como a Igreja Ortodoxa Russa e chegamos no bairro Boca. Paramos num mercado pra trocar uma nota de 100 pesos pro taxi, compramos água, dulce de leche (ainda está sendo degustado pelo Lucca), alfajores e uma geléia de frutas que pareceu boa. Seria o momento de irmos até o Caminito, que era muito perto dali, porém a escolha foi: taxi e hotel.Para a janta a vontade era de pizza. Tem muitas pizzarias em BAs, mas tem uma que todo mundo comenta: El Cuartito. Pizza tradicional, ambiente tipo restaurante normal e muitos anos de história. Detalhe: não abrem às segundas, descobrimos com o bilhete na porta. Partimos para opção B – Piola, uma pizzaria moderninha, com baladinha depois da meia noite. A pizza estava boa mas o vinho muito frutado. Anyway, aproveitamos tudo. Depois, cama.

Terça-feira – 21/02
Esse era o dia pra conhecer Casa Rosada e cercanias. Como era relativamente perto do hotel. Re-la-ti-va-men-te. Fomos light, parando ali no Obelisco pra fotinho e café com rosquinha na Starbucks. Fotos, fotos, fotos. A Av de Mayo é linda. Minha preferida, (concorrendo com a Av Alvear) as árvores altas e o dia de sol ficaram gravados na memória. Não entramos no Café Tortoni, mas passamos na frente. Turistas faziam fila para conhecer o café de 50 pesos.

A Av de Mayo liga a Casa Rosada ao Congresso. o passeio foi ótimo, o dia estava lindo. Do congresso resolvemos almoçar no shopping Alabasto conhecido por ser mais moderninho, mais meia horinha de caminhada e almoço. Não preciso comentar que seria impossível caminhar de volta ao hotel. Optamos então por experimentar o Subte. 2,50 pesos por pessoa, por trecho. Rapidão estávamos novamente na Calle Florida, vizinha do hotel.

Neste dia abdiquei de sair pra jantar. Optamos por comer no hotel mesmo. A pedida foi experimentar uma tradição portenha que já está chegando por aqui: as saltenhas, ou salteñas ou ainda empanadas. André desceu pra buscar na Pizzaria D’itália bem na porta do hotel, do outro lado da rua (achei um vídeo que mostra como é dentro, essa internet, vou te contar…). Mais cansaço que fome, infelizmente, porque sobraram muitas, um pecado.

Quarta-feira – Último dia

Dia de bom dia – café – check out. As malas ficariam por ali mesmo, na recepção, pois nossa ida para o aeroporto seria só no final da tarde.

Queríamos ir ao Tigre, no delta, muito comentado pelos locais, pelos preços muito mais justos, principalmente nos regalos artesanais. Calculamos tempo, dinheiro e desistimos. Não é passeio para se fazer no último dia de viagem. Optamos por Palermo e suas praças. Estávamos ainda no quarto, ajeitando algumas coisas quando ligo a TV para saber a previsão do tempo num dos canais de notícia local. Eis que estão todos os apresentadores nervosos, comentando um acidente de trem que acabara de ocorrer. Ficamos assistindo para entender o que se passava e de que forma isso afetaria nosso programa, já que decidimos ir de Subte mais uma vez. Não entendíamos a princípio se estavam falando de trem de superfície ou metrô e que linhas estavam comprometidas. A estação de Sarmiento era perto de onde desembarcaríamos. Falavam em muitos feridos, mais tarde confirmaram 50 mortos, infelizmente.

O acidente era na superfície e não interferiu no funcionamento do metrô. Decidimos ir para a estação de Santa Fé e no caminho conhecemos El Ateneo (Grand Splendid). A segunda maior livraria do mundo, segundo o The Guardian. É realmente grande, mas logo as mega stores derrubam este título.

15 minutos no Subte e estávamos na entrada do zoo. Decidimos que seria o último programa, antes de voltarmos e seguimos em busca da Plaza Sicilia e do Jardim Japonês. Conhecemos a via mais cheia de cocô de cachorro do mundo. Sério, vários prédios de um lado da rua – cerca do zoo de outro e nessa calçada, do lado do zoo, os donos dos cachorrinhos e “ões” dos prédios vizinhos sentem-se à vontade para transformar em chiqueiro. Impossível de caminhar.O Jardim Japa é mesmo para descansar e harmonizar a vibe. O lugar é super tranquilo. Como estávamos com fome e o restaurante sushi não era uma opcão (não como peixe), recorremos ao magavilhoso plano de dados da Personal que já comentei aqui e localizamos uma rua com algumas opções. Bem perto. A ideia era almoçar, passear no zoo e voltar. Era. Do passado não realizado mais que perfeito. como tínhamos mais reais na carteira que pesos, tentamos achar um restaurante que aceitasse nossas Dilmas, muito bem cotadas no comércio. Encontramos esse bistrô, com sanduíches gostosos e Heineken de 1 litro. Pagando 2,55 por 1 real. Ficamos por ali mesmo. Poderíamos ficar horas, inclusive. Mas tinha uma ideia que não saia da cabeça de meu companheiro.UNA RAQUETITA DE SQUASH – que ele viu numa loja online de BAs pela metade do preço que o normal. Esta loja aqui, é na verdade, esta loja da foto ali. Andamos pracabáleo até encontrar a bodega. Fomos, voltamos, fotografamos o Planetário, demos voltinhas, pulinhos, agachamos e encontramos a poioca dentro de um clube. Claro, sem a raquete em estoque – sem cartão – sem aceitar reais – sem nada. Quase sem loja, na verdade.

The sport center

Optamos por não ir ao zoo e voltar ao hotel. Subte, sky bar do hotel com batatas fritas com páprica (adorei isso) e cerveja gelada no final de tarde esperando o transfer. Como saideira, fui numa loja de vinhos ali perto e comprei 6 garrafas para presentes. O trasfer fiu nossa última boa surpresa. Carro particular para nós dois. Uma conversa maravilhosa com o Mariano, motorista com quem trocamos contatos para posteriormente trocar receitas. No caminho para o Ezeiza ensinei-0 a fazer farofa, para acompanhar os chorizos locais.

E foi isso. Foi do nosso jeito e foi ótimo.

Algum problema com o WordPress não me deixa subir as fotinhas agora, atualizo depois com mais imagens inéditas.

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