Agregando valor!

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Uma das características mais importantes do produto é a apresentação. A primeira impressão é sim a mais importante. E valor agregado a gente constrói com cuidado, com carinho. São detalhes, sempre alinhados com o conceito original.

Percebemos que uma embalagem linda, com vidro especial retornável não podia ser entregue aos clientes em uma sacolinha de mercado (por mais sustentável que seja a prática, as sacolinhas podem ter outro uso). Optamos por sacolinhas de papel craft. Estas foram personalizadas, mas as próximas não serão, para que possam ser usadas ainda várias vezes antes de serem descartadas.

Salad in a jar

salad_jarCerteza que vocês já viram ou ouviram falar desse jeito diferente de fazer e guardar saladas, não??

Faz algum tempo que eu penso em experimentar e agora que estou trabalhando em um lugar com bem poucas opções para almoço, trazer a comida é uma excelente opção.

Pesquisei em alguns sites e basicamente se uma ordem for seguida na montagem, os ingredientes podem variar muito.

Fiz na segunda-feira dois potes. Um comi na terça e o outro é esse sobrevivente aí da foto. Seria meu almoço hoje, mas decidi deixá-lo na geladeira desse jeito até sexta, pra ver como fica a aparência e gosto depois desse tempo. Por tudo que li, as chances de ficar 100% são grandes.

Well, depois eu atualizo o post dizendo se foi ou não, mas se já quiserem experimentar, a montagem básica é essa:

- Molho no fundo

- Vegetais duros como cenoura ou pepino

- Vegetais pré-cozidos (batatas, brócolis, vagem, repolho, etc) e frutas

- Queijos e proteínas

- Cereais (grãos e sementes)

e por último antes de fechar o pote:

- Folhas rasgadas à mão.

Não precisa dizer que o pote deve estar bem limpo e sem resíduo de cheiros.

Uma dica interessante é que se for fazer potes para a semana inteira, varie os ingredientes para não enjoar da saladinha.

Um pote como este da foto (que é de pepino em conserva) rendeu um prato grande muito bem servido.

É uma boa ideia, para dias muito atarefados, para piqueniques, para passeios, para dietas. Vale experimentar.

A minha saladinha-teste tá rycca  e contou com os seguintes ingredientes: molho honey mustard, mini cenouras, pepino japonês em tiras, abobrinha em tiras, tangerina, ameixa preta, uva passa, damasco, amendoim, linhaça dourada, tomate cereja, uva, queijo minas frescal e mix de folhas.

Brócolis ao forno

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3 pires equivalem a 45 kcal \o/

É bem raro encontrar alguém que não goste de brócolis. Normalmente as pessoas são simpáticas ao legume. Na minha casa sempre gostamos. Não era exatamente uma comida light, porque depois de cozidos, eram regados com manteiga derretida.

E não existia opção. O brócolis era aquele comprido, molenga e só. Que é conhecido como brócolis de maço.

Eu sempre gostei. Seja em versões gordas ou magras. O sabor me agrada bastante. Acabava preferindo o de maço para acompanhamento e o japonês para preparações como por exemplo o yaksoba e as sopas e caldos.

Um certo dia, pesquisando receitas para minha dieta acabei encontrando algumas referências ao dito cujo japonês, e alguns comentários muito entusiasmados sobre o seu preparo grelhado, ou ao forno.

Resolvi experimentar.

De fato, não resta nenhum motivo para se preparar o brócolis de qualquer outra forma. Chamaria essa receita até de “the ultimate brócolis”.

Ingredientes:

2 cabeças de brócolis japonês bem verdinho (vai fácil)

3 dentes de alho

Sal (pode ser o fino ou o grosso)

Azeite de oliva

Shoyu

Preparo:

Pré aqueça o forno em 250 graus

Corte o brócolis em pedaços e se alguma arvorezinha ficar muito grande, corte ao meio.

Disponha os pedaços espalhados em uma assadeira, tente deixá-los todos em contato com o fundo

Salpique um pouco de sal, pode ser bem pouco mesmo (o shoyu termina de salgar no final). Regue com um fio de azeite. Apenas para sujar um pouco o fundo e dar o aroma, também não precisa muito.

Descasque os dentes de alho, pique em pedaços graúdos e espalhe na assadeira, nesse caso o alho é mais para temperar, dar o aroma, mas fica bem gostosinho.

Leve ao forno por 20 minutos. Tire e veja se estão assados uniformemente, caso não estejam, dê uma mexida e volte ao forno por mais 10 minutos.

Ao servir, regue com um tico de shoyu. Se quiser caprichar na aparência, umas lascas de parmesão vão fazer bem bonito.

Só isso. Tá feito

Ontem de noite eu e o André comemos uma cabeça de brócolis cada um, preparados desta forma. Foi nossa janta. Serve de aperitivo e de acompanhamento.

Dica: escolha sempre o brócolis verde bem escuro. É o mais fresco e saboroso independente da espécie.

Comida boa custa caro?

Essa pergunta sempre me acompanhou. Faz parte do meu trabalho na área de comunicação avaliar o valor além do preço.

Estudando um pouco a gastronomia comecei a perceber o valor na boa comida também. E como em todos os setores de produção, repito o mantra: Não existe milagre. Coisas boas custam caro sim.

Não quero dizer que caro deva ser extorsão. Acho que os valores devem ser justos e pagar o perfeccionismo do chef na escolha dos ingredientes e fornecedores, o esmero no pré preparo, o cuidado no acondicionamento, o capricho do preparo e o detalhe da apresentação. Devem pagar também a decoração, o ambiente climatizado, a educação e treinamento dos atendentes, a limpeza da mesa, a música ambiente. Tudo.

mortadela copyO que se paga, pelo amor de deus, não é a comida. É a experiência. Se a comida for maravilhosa e barata, desconfie. Você sabe quanto custam os ingredientes, não? Pois deveria. Pelo menos ter alguma noção. Se o valor não paga nem os ingredientes comprados em um mercado razoável, como é possível que este estabelecimento esteja tendo algum lucro? Sim, lucro. Aquela parte que sobra e serve para remunerar os empreendedores e melhorar o serviço. Sem lucro, é necessário cortar na carne (sem trocadilho) para manter um mínimo de qualidade. Ficam as perguntas, quanto esse estabelecimento está pagando de salário para seus colaboradores? De quem está comprando os ingredientes? Como está a rotina de limpeza e higienização de tudo? Os impostos estão sendo pagos? E a mais terrível: O que, realmente, está sendo servido?

Se você é do tipo que pensa que bicho maior come bicho menor. Siga em frente. Se pensa que é o que come, já não deve ser habituée dos tais buffets populares.

Mais uma observação nessa fórmula: o paladar menos exigente normalmente prefere comida com mais sabor. Leia-se: mais gordura e mais sal. Restaurantes que servem comida muito barata normalmente abusam de manteiga (será que usam?), óleo em toneladas e muito sal. Fora reforçadores de sabor, amaciantes de carne, corantes, e outros truques. Uma bomba. Daí vem a conta que tem que ser feita. A comida barata precisa ser boa pra valer a pena. Não só boa de sabor, mas nutricionalmente, senão a economia que se está fazendo é totalmente errada. O dinheiro que supostamente deveria ir para uma comida melhor vai direto pra farmácia, é consumido em cápsulas de antigripais pela imunidade baixa, em remédio para dor de cabeça, dor de estômago, azia. Isso quando não acaba impactando na auto estima e nos quilos a mais.

Sim, ser magro custa bem mais caro. Comer decentemente consome boa parte do orçamento.

Gosto de comida boa e boas experiências. Que podem acontecer em salões com 2 mesas, em grandes restaurantes comerciais ou em botecos. Eu fico indignada com comida feita sem amor, pra mim essa comida nunca é barata o suficiente. Comida merece respeito, principalmente dos cozinheiros.

Eu sei que para muitos esse é um post óbvio, mas precisava desabafar.

Pra terminar, fico com a Roberta Sudbrack e seu manifesto do cozinheiro:

Ser cozinheiro é enxergar a vida – a vida inteira – com os olhos curiosos da descoberta. Tudo é novo? Espera aí, mas isso eu já vi em algum lugar! Sim e não. Viu, mas não viu. E se viu, ora, que diferença faz? Tudo pode ser novo de novo para o cozinheiro. Sobretudo o velho! E como pode ser surpreendente quando observado com olhos curiosos. Tudo é motivo para ver de novo. Tudo é motivo para acreditar que qualquer coisa é possível. Qualquer espessura é alcançável. Qualquer ingrediente é maleável. Qualquer sabor é conhecido. Ou não? E se não for, melhor ainda. Mãos à obra e mente aberta, você é cozinheiro!
A nossa vida começa a ser reescrita todos os dias junto com o mise en place. É sempre um novo capítulo e um parágrafo mais interessante do que o anterior. Outra história a ser vivida, dividida e sofrida… Como sofremos. Sofremos fisicamente e essa parte não varia. No pacote estão incluídas as bolachinhas inteiras e as que perderam o recheio também. É pegar ou largar! Sofremos emocionalmente. Profundamente! A entrega não é uma escolha, é um fundamento. Ser cozinheiro é entregar a vida diariamente à missão de servir e sonhar.
Sonhamos com sorrisos, gargalhadas, tilintares de copos e na melhor das hipóteses uma lágrima. De alegria. De recordação. Uma lembrança. Um sorriso calado. Servimos diariamente com a convicção de quem decidiu que assim seria. Entramos pela porta dos fundos e usamos o banheiro da área de serviço. Estamos a serviço, ora! Somos felizes, muito felizes. Não conheço um cozinheiro triste. Conheço pessoas que imaginam ser cozinheiro e são tristes. Claramente porque não são.
Servir, essa não é uma tarefa para qualquer um. Requer delicadeza, humildade, destreza. Estamos sempre um passo atrás dos ingredientes, somos apenas os instrumentos encarregados da sua expressão momentânea. Estamos um passo atrás de você. Fazemos reverência a sua presença, vibramos com ela, sonhamos com ela diariamente. Vivemos na expectativa de acolher. Servimos sonhos na expectativa de colher sorrisos.
E quando uma noite acaba, quando o corpo se arrasta pela cozinha, aqueles mesmos olhos curiosos agora estão baixos e os batimentos cardíacos começam a voltar a um nível com o qual não sabemos conviver. Começamos imediatamente a pensar no mise en place de amanhã! Ele é a certeza de que a nossa história é como a dos balões: tem sempre um lugar de partida, de chegada jamais!
Em tempo: a imagem do sanduíche é da Sanduicheria da Ilha, premiada diversas vezes pela Veja Comer&Beber SC, e recomendo fortemente pela excelente relação custo x benefício de tudo que é servido. Agora, inclusive, com alguns lanches gourmet no cardápio.

De bem com a vida

Tudo começa no mercado

Ontem fomos visitar o maior cliente aqui da Quadra. Tigre Tubos e Conexões, em Joinville. O propósito da visita era levar a equipe, em sua maioria, para conhecer o processo de produção do COJ e confraternizar com a equipe do marketing.

São 14 anos de relacionamento entre agência e cliente, os últimos dois e meio sendo conduzidos pelo meu atendimento. Fiquei muito feliz com o resultado desse trabalho e com o entrosamento entre as duas equipes.

Maaaaas o motivo do meu post não é a visita a Tigre. É sim a repercussão positiva que minha mudança de vida causa nas pessoas. Sim, resolvi encarar como mudança de vida. Começou como uma dieta, mas hoje é muito mais que isso. É mais vida, mais amor próprio, mais disposição, mais leveza no sentido literal e figurado.

Como eu não visito a Tigre com muita frequência, cada vez que me viam, nesse processo de emagrecimento, comentavam como eu estava bem e queriam saber a receita da mágica. Porque afinal de contas, eu cozinho e gosto de comer bem. Duas práticas totalmente conflitantes na percepção de 100% das pessoas.

E era a minha percepção também. Estava quase jogando a toalha. Cozinheiros e cozinheiras são gordos. Ponto. E além disso, causam gordeza por onde passam, espalhando suas massas, molhos e guloseimas pelo caminho. Quase um feitiço.

Ontem comentaram a respeito do blog e que algumas receitas que estão aqui não são nada light. Então tenho que me explicar.

Vamos aos fatos. Gosto de entender os porquês das coisas. Nenhuma dieta dessas impositivas com listinha do que é pra comer colada na geladeira funcionaria. Preciso entender qual a função de cada alimento e o impacto no metabolismo. Aí que entrou o livro do Dr. Peter Dukan. Nos primeiros capítulos ele faz questão de deixar muitíssimo claro a estrutura básica de sua dieta.

A proteína é fundamental para a construção celular. O corpo precisa dela para todos os tecidos. Caso nossa dieta seja pobre em proteínas, a solução do corpo é retirar esse elemento de nossos músculos e óssos. Uma espécie de canibalismo metabólico. Além disso, a proteína dá muito trabalho para ser digerida, a proporção, explica Dr. Dukan, é de que a cada 100 calorias ingeridas em proteína, 30 são consumidas na sua própria digestão, ficando acumuladas apenas 70.

Como todo mundo que frequenta academia sabe, proteína serve para criar massa magra. Ok, conhecimento assimilado, vamos aos demais coadjuvantes: laticínios magros, vegetais, carboidratos complexos, muito líquido e o farelo de aveia. Estes são os mocinhos. Os vilões são os carboidratos simples, o açúcar refinado e as gorduras.

Dr Dukan, organiza a dieta dele em 4 fases e cada uma delas tem um objetivo. O objetivo geral é obviamente emagrecer e não voltar a engordar. Nunca mais. Segui durante 2 semanas a dieta à risca. O primeiro problema que tive foi começar a enjoar com o ovo que usava diariamente para a panqueca do café da manhã. Não por conta do livro, a primeira refeição do dia é a mais importante pra mim, como deve ter dado pra perceber aqui. Resolvi fazer uma alteração por minha conta. Sairia a panqueca e entraria uma fatia de pão integral. Uma única e integral de verdade, não esse branquela com mistura de farinha branca. Preferencialmente com grãos. Essa alteração me fez tão bem que percebi que poderia seguir na mesma fase para o resto da vida. O café da manhã passou a ser motivo de satisfação, pois a alteração não impactou na perda de peso e pude seguir controlando.

Outra orientação dada no livro que seguimos foi a de nos pesarmos todos os dias. Tanto que anotamos em um calendário todos os dias o peso. Eu fui além e fiz uma previsão baseada no período total que cada fase da dieta duraria e estabeleci as pequenas metas do caminho. André me superou nesse quesito, sempre bateu as metas dele antes. É irritante como parece mais fácil para os homens. Esse hábito de saber o peso do dia ajuda muito. Além disso educa pois passamos a entender exatamente como cada exagero se manifesta no nosso corpo. E como sim é facílimo e rápido somar quilos e como é complicado perder cada 100 gramas. O benefício da comida que acalenta, ameniza a ansiedade e dá prazer passa a não ser tão grande.

Paramos de comer e passamos a nos alimentar.

Quando completamos 10 quilos a menos resolvemos sair para comer uma pizza. Foi tudo diferente. Era uma pizza sem culpa e sabíamos exatamente o que ela nos custaria durante a semana.

Aos poucos, depois que vencemos 50% da meta geral, começamos a nos permitir algumas exceções. Uma delas foi o chocolate amargo. Que confesso não é mais tão importante. Era naquele momento de “pecado” da dieta. Agora acabo esquecendo de comprar. Uma barra durava bastante, pois só comíamos 1 ou 2 pedacinhos após a janta. Mais nada.

Outro pecadinho que passou a nos acompanhar foi uma taça pequena de vinho eventualmente. Principalmente na janta. Aliás, a janta merece um parágrafo próprio. Era minha válvula de escape. Depois de um dia doído, desgastante, nada melhor que se entregar ao mais fácil, ao mais rápido. Isso acabou. Nada de sanduíche na janta. Nada de tapeação. Era comida mesmo, de verdade. E com cardápios balanceados.

Pensa, a pessoa sai da agência às 19:15h (no inverno já é noite feita) cansada, com fome e ainda tem pela frente o mercado e o fogão. E foi assim. Sem preguiça. Todos os dias definia uma receita e tentava inovar nos temperos e acompanhamentos. Muito google, minha gente. Tenho uma lista de favoritos imensa, cheia de receitas que valiam a pena. Escolhia uma dessas antes de sair do escritório, fazia as compras e bora trabalhar mais um pouquinho. Pela saúde.

Nada se compara à satisfação de fazer uma refeição decente à noite, sabendo que além de estar comendo certo, está emagrecendo. E era exatamente isso que acontecia. Comíamos muito e felizes. Sem peso nem no estômago nem na consciência. No dia seguinte tava lá a balança linda, às vezes marcando menos 300g, 400g, 500g. Vale sim o esforço.

Meu filho começou o ano também um pouco chateado com a barriga, resultado de pão, massas, doces. Resolveu comer o que nós comíamos. Como aprovava os sabores, foi com a gente e emagreceu também 10kg, está hoje um adolescente típico, tks god, sem problemas com o peso.

Não segui pra fase 3 ou 4 da dieta, parei na 2, cheia de excessões. Não perdi todo o peso que queria. Ainda tenho mais 5 pra eliminar. Quero meus 60 e não abro mão. Quase todo mundo que me vê diz que não precisa. Preciso. Mais que o peso, é uma questão de controle. Sim, como um viciado. O ex-gordo está sim propenso a voltar. O que é o efeito sanfona senão isso?

Então, colegas, ainda falarei mais sobre alimentação por aqui. Continuamos mantendo o padrão proteínas magras + vegetais + laticínios desnatados como base, incluindo os grãos e as frutas (com moderação).

As exceções são a cerveja (normalmente gourmet), o vinho e alguns doces. A farinha branca foi praticamente banida. A gordura proposital, aquela usada pra temperar, saltear, fritar também.

Queria conseguir ter incluído uma rotina de exercícios. Ainda não consegui, mas também ainda não desisti. Caminho eventualmente. Subo e desço muitas escadas todos os dias e só. Tenho falhado muito nessa parte. Tenho certeza que se estivesse me exercitando estes 5 quilos persistentes já teriam voado.

Para não deixar o post muito longo, vou colocar os links de umas receitas que ajudaram muito:

Lasanha de abobrinha

Pão Dukan de microondas

Jabá com jerimum

Purê de couve-flor (fica muito parecido com o de batata)

Quiche de ricota

Frango à pizzaiolo

Apesar de já existirem inúmeras receitas “Dukan” na internet, não fiquei só nos sites especializados. Buscava receitas com ingredientes que me interessavam e tentava as substituições. Uma que agradou em cheio lá em casa foi o bolinho de carne com aveia no lugar do pão que normalmente é usado para dar liga. Aliás, a aveia merece um post próprio, porque já faz parte dos itens essenciais de consumo lá em casa.

O mais importante? Não é uma fase. É uma vida nova. Bem mais feliz. Encontramos o nosso caminho e sabemos quando estamos desviando ou fugindo. É fácil voltar. Não nos culpamos por eventuais orgias, afinal o final de ano tá aí, e quem nunca, né? Vamos lá, encaramos a jaca, o resultado da jaca na balança e seguimos optando por vegetais, proteínas magras e carbs complexos no buffet nosso de cada dia.

Berinjela e abobrinha recheadas

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Ingredientes:

2 abobrinhas médias

2 berinjelas médias

500g carne moída

1 lata de tomate italiano

1 cebola grande

1 punhado de azeitonas picadas

50g de trigo

50g de azeite

250ml de leite desnatado

noz moscada

muçarela light para gratinar

salsinha, cebolinha

sal, pimenta

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Preparo do recheio:

Pique a cebola e refogue, junte a carne moída e deixe fritar bem até ficar dourada.

Adicione os tomates esmagando-os com um garfo para ajudar a desmanchar na panela.

Adicione a salsinha, cebolinha e tempere com o sal e pimenta a gosto, deixe reduzir o molho.

Preparo do bechamel:

Faça uma pastinha com o trigo e o azeite, aqueça e vá adicionando o leite aos poucos, mexendo bem (eu uso o fouet), deixe ferver, mexendo sempre até engrossar, adicione a noz moscada ralada e uma pitada de sal.

Montagem:

Lave bem a berinjela e a abobrinha, corte em fatias de aproximadamente 4cm de altura. Passe sal esfregando bem na parte de dentro (que você limpou). Deixe emborcado por uns 15 minutos, o sal fará com que um pouco do líquido dos vegetais seja drenado.

Retire o miolo, usando uma faca pequena e uma colher, deixe um pouco no fundo, para segurar a carne.

Encha os vegetais com a carne moída, deixando espaço para o molho. Distribua o bechamel e cubra os pedaços todos com pedaços de queijo.

Leve ao forno alto por cerca de 45 minutos, até o queijo gratinar bem. Uma dica que pode acelerar bastante o tempo do forno é escaldar os vegetais por alguns instantes em água fervente, pode diminuir o tempo em 20 minutos. Não cozinhe, senão perde o ponto tenro e fica muito mole.

Em 2013 é mais fácil

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Já tinha tentado substituir alguns itens do mercado pelas versões light, mas sinceramente nunca gostei do resultado.

De janeiro pra cá vim experimentando várias e várias marcas. Nesse post vou colocar alguns parceirões. Em todos os casos não deixam nada a desejar de suas versões “gordas”.

Dos destaques acima, o que tenho maior dificuldade em encontrar é a linha Pense Zero, da Batavo. Poucos mercados trabalham com variedade de sabores. Pelo que já percebi, compram pouco e sempre que o produto é reposto nas gôndolas, logo acaba.

O pudim de chocolate também é bem gostoso. Tem gosto de chocolate mesmo e não é doce enjoativo é suave. Muito bom.

O requeijão, o cream cheese, o creme de leite leve e o muçarela light são coringas na cozinha. Viram cremes, gratinados e tudo que a imaginação permite.

Mas me fala sobre essa sua dieta…

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A frase do título do post é a que mais tenho ouvido nos últimos dias.

(abra o set de músicas para cantar no chuveiro da Farm pra ler o post)

Sempre fui magrela, a vida toda (acabei de postar algumas fotos no Facebook pra provar, rs). Depois que o Lucca nasceu, engordei um pouco, mas nada significativo. Nos últimos anos tive algumas mudanças de vida que me trouxeram quilos e mais quilos.

Gosto de cozinhar, gosto de comida e gosto de mesa cheia de gente e de sabor. Gosto de vinho e de risadas temperadas. O peso era consequência disso tudo sem medida alguma. Azeite, manteiga e açúcar à vontade.

Em julho próximo completarei 2 anos de Floripasualinda. Quando vim pra cá pensei que seria um movimento cármico significativo deixar boa parte de meu passado lá em Blumen, começar uma vida saudável, feliz, numa cidade leve. Inevitavelmente isso acabava sempre me lembrando da balança trancada no porão.

O começo da vida aqui foi difícil, conturbado, cinza. Só que não :)

Eu e Floripa tivemos um caso de amor à primeira vista. Ela me recebeu, me carinhou e eu relaxei. Casa, trabalho, rotinas. Tudo certo. Só a balança no porão me causando pesadelos. Mais de 80…Mais de oi-ten-ta. Mulheres leitoras gemem com um número assim que eu sei.

Como a proposta de uma vida leve estava super de pé, comecei beeeeem de leve, mudando alguns poucos hábitos. Em um ano, 2kg de sucesso. Mas isso é muito pouco, nessa proporção passaria mais 10 pra tirar o prejú.

Promessas de começo de ano são promessas de fim de ano e nada mais. Mas 2013 tinha que ser diferente. Além de voltar a ser a “eu” de sempre, queria também uma receita para conseguir fazer isso sem dor. Porque me conheço muito bem. Sou facilmente vencida por qualquer proposta tentadora, principalmente se estiver na categoria PROIBIDA. Aliás, quanto mais proibida, pior. Ou melhor.

Daí pulamos para um outro hábito recuperado depois de vários anos. Ler. Fiz uma pausa de livros longa. Lia em tudo que é lugar. Estava sozinha, lia. Andando na rua, nas filas, na cama, no almoço. Sempre. Foi meio por acaso que li uma crítica sobre a trilogia de 50 tons e achei interessante como uma reedição dos clássicos “sabrina” um pouco mais apimentado poderia arrebatar milhões de leitoras. Comprei e li em 2 dias ou 3. Leitura facinha, chiclete. Resolvi baixar o segundo no ipad. Viciei. É só ir ali, clicar e baixar e pronto. Baixei vários. Maioria só de passatempo desse tipo romance docinho.

Em janeiro catando alguma coisa a mais pra ler, o título “Eu não consigo emagrecer”, pulou na tela. Baixei e gostei muito da forma com que o Dr Dukan apresenta os argumentos. Dele e dos gordos que tratou por 25 anos. Vários com histórico de anos lutando com o peso.

Li algumas coisas em voz alta, fazendo o André de cúmplice. Achei que conseguiria. Sem dúvida alguma é preciso de um momento. Uma decisão. Começar a dieta sem essa decisão é tempo e esforço jogados fora. Decidimos os 2 tentar um dia de test drive antes de tomar a decisão.

Não vou contar aqui como é a tal dieta. Leiam o livro, busquem no google, tem informação em todo canto. O que quero contar a partir deste post é como consegui aliar uma dieta emagrecedora a um cardápio saboroso dentro de uma rotina normal de alguém que trabalha das 8:30 às 19 todos os dias.

Captura de Tela 2013-05-01 às 14.53.36De 31 de janeiro até hoje foram 10kg a menos. Estou prestes a voltar para a casa dos 60s de novo. Muito feliz com meu novo-velho corpo. Dos 38 vividos, os últimos 10 ou 12 foram dessa algazarra.

Como termino o curso de gastronomia esse ano, serão 2 grandes vitórias em um único ano.

Nos próximos posts vou organizar algumas receitas e dicas de como conciliei o Dukan à minha vida.

Agora licença que preciso fazer o almoço de hoje.